segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Projeto promove cidadania e renda

O projeto se configura numa atividade de extensão permanente desenvolvida pela associação. A iniciativa é fruto de um trabalho que tem o objetivo de criar, transformar se em uma fonte geradora de renda e inclusão social. O projeto Mãos que Criam visa fortalecer a cidadania, estimulando a participação ativa, livre e consciente de cada pessoa na construção coletiva do social, na melhoria de condições, na atuação de capacitação, acompanhamento, informação por meio de palestras e uma produção de artesanato rica em detalhes. Ainda, tem como uma de suas funções básicas dinamizar a arte e a cultura levando o trabalho diversas estados e ao exterior.

As atividades fazem uma aproximação com a comunidade, possibilitando a aprendizagem de técnicas de artesanato, o desenvolvimento da criatividade e de habilidades específicas. As oficinas atendem em torno de 60 participantes, que aprendem as técnicas de bordado, costura, crochê, tricô, arranjos, serigrafia, reciclagem e biscuit.

As oficinas duram em média três meses, pois é o tempo suficiente para aprender o básico, mas depois disso, o aluno tem que voltar para aperfeiçoar sua técnica para depois começar a produzir e expor. Entende-se que a proposta da oficina de artesanato é levar aprendizado que favorece o desenvolvimento da criatividade, de habilidades específicas e de domínio de técnicas para criação de produtos e com potencial de comercialização. Configurando-se assim, num importante espaço de geração de trabalho e renda alternativa para os participantes.

Tudo que é produzido já tem um destino. O trabalho deu tão certo que atualmente as artesãs recebem encomendas, produzem para expor em feiras, expotam para para paises como suiça e agora EUA. Além disso, trabalham com exclusividade para catálogos e até para desfiles de modas como Brasília Fashion Festival (BFF), Capital Fashion Week (CFW), entre outros.

Perseverança

No início foi difícil, pois a cidade Estrutural não tinha nem uma associação que pudesse lutar pelas melhorias do setor. A iniciativa surgiu por meio da moradora e presidente Sônia Maria Mendes que conta que, primeiro teve que pedir dinheiro emprestado para abrir um mercadinho em sociedade com seu irmão. No entanto, não se sentia satisfeita, pois sua grande paixão sempre foi o artesanato. Ela pensou bastante recebeu conselho da amiga e resolveu fundar a associação. Em 1998 a maior parte dos moradores da associação era de costureiras, então, criou se Associação Costureiras da Estrutural (ACAI). Com o crescimento da produtividade em 2005 o nome da associação mudou para Mãos que Criam. Dois anos mais tarde, surgiu a oportunidade de participar da Seleção Pública do Programa Desenvolvimento & Cidadania da Petrobras, onde apresentaram o Projeto Mãos de Esther, com o objetivo de capacitar e aperfeiçoar as atividades de produção das oficinas voltadas paras as mães da comunidade.

Mais somente em 2009 com o patrocínio da Petrobras que o projeto alavancou o processo de produção, melhorou a qualidade dos produtos, estimulou na formação da rede de comercialização e atenuou as moradoras uma capacitação para o mercado de trabalho.

A presidente da associação Sônia Maria Mendes disse que o projeto hoje tem um papel importante na vida dos moradores e que tem um compromisso de ajudar as mulheres partindo para a comercialização e profissionalizando. “Isso aqui é o reconhecimento do nosso trabalho, que com o passar do tempo ganhou espaço e hoje é responsável pela inclusão social desta cidade”, destacou.  

Sônia também ressaltou que o espaço onde acontece toda a estrutura de produção do projeto foi construído com ajuda dos moradores. “Antigamente a produção era feita numa sala pequena e agora com a ajuda da comunidade construímos um espaço e temos como atender os nossos clientes”, observou ao informar que a Petrobras pagou todos os equipamentos para produção como maquinas de costura, material para serigrafia, entre outros. Além disso, fez todas as instalações necessárias e fez a doação de uma combi novinha.

A coordenadora Iralice Oliveira destacou que atividades como estas devem ser reconhecidas e apoiadas pelo governo, pois são iniciativas que podem melhorar a vida de muitas pessoas, já que são fontes renda e cidadania. “Essas iniciativas precisam ser olhadas com bons olhos, porque projetos como esse ajudam muitas mulheres e assim como o apoio da Petrobras outras entidades deveriam ajudar e dar mais credibilidade a projeto como este”, enfatizou.  

A associação conta atualmente com o apoio de algumas entidades como o Sebrae, que ajuda na capacitação e promove cursos, oficinas e aperfeiçoamento; o programa de Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS) do Bando do Brasil (BB), que fazem empréstimos para que a equipe possa produzir; o programa Providência; e o patrocínio da Petrobras, que apóia e da capacitação para as artesãs.

A próxima fase do projeto está sendo a formação de uma biblioteca, que é apoiada pelo programa Providência e o Banco de Brasília (BRB). Com será realizado uma reforma e construção da obra. O projeto de execução foi encaminhado e aprovado pela equipe da UNB.

Vivianne Frota
SUS adota testes rápidos para hepatites B e C

O teste pode ser realizado na Rodoviária do Plano Piloto.
Diagnóstico precoce ajuda a evitar transmissão da doença e amplia eficácia do tratamento

O Sistema Único de Saúde passa a oferecer, a partir deste mês, testes rápidos para a detecção das hepatites B e C. Os exames, cujos resultados ficarão prontos em 30 minutos, terão investimentos de R$ 10,6 milhões do Ministério da Saúde para a aquisição de 3,6 milhões de testes.

Os testes serão oferecidos inicialmente nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) das capitais do país, para depois serem estendidos às unidades básicas de saúde.

“Queremos acolher os pacientes o mais rapidamente possível. Com o diagnóstico precoce, podemos orientá-los para evitar a transmissão da doença e iniciar a oferta do tratamento adequado, garantindo melhor resposta do organismo e mais qualidade de vida”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Recantenses festejam o seu 18º aniversário

O Recanto das Emas comemora sua maioridade como uma das mais promissoras cidades do Distrito Federal. Com uma população de mais de 160 mil habitantes, a cidade, que até bem pouco tempo dependia totalmente das vizinhas Samambaia, Gama e Taguatinga, hoje começa a se tornar independente. No lugar da poeira vermelha, a avenida principal já está repleta de comércio, gerando empregos e renda para a comunidade.

Mas, a cidade que fica a 25 Km do Plano Piloto, ainda sofre com a falta de um hospital,  de segurança e opções de lazer para a juventude. Cenário bem parecido com o encontrado na maior parte das regiões administrativas do Distrito Federal.

O garçon Maicon da Silva Souza, 17 anos, nascido na cidade conhece de perto as necessidades do Recanto da Emas. Segundo ele, é preciso que as autoridades invistam na cidade e que cada vez mais o Recanto possa ser reconhecido, mas para isso, tem que haver mais áreas de lazer, mais creches de qualidade e ações na segurança. “Gosto de morar na cidade, mas as crianças não têm onde brincar, pois não existem parques para as crianças, falta estrutura nas quadras para lazer, há também necessidade de creches. Sem falar que as pessoas têm receio de andar em determinados quadras, porque aqui não passa carro de polícia”, destacou Maicon.

O índice de escolaridade baixo reflete muito a renda da cidade, o que pode ser um alerta para o governo no investimento na educação e nas necessidades para os jovens e adultos. Alguns moradores afirmam que se as pessoas alcançarem melhores postos de trabalho, poderão garantir a permanência dos filhos nas escolas e o ingresso deles em universidades.

A saúde é uma das principais reclamações dos moradores do Recanto. A cidade não tem hospital, apenas dois postos de saúde que atendem cerca de 160 mil pessoas. A costureira Marli Ramos de Araujo, 51 anos disse que as filas sempre são enormee e muitas vezes não há médico. “Estou muito desgostosa. Quando minha filha adoece tenho que levar em outro hopital, que não tem na cidade”, falou.

A administração local disse que a prioridade é investir em melhorias. Por isso, no primeiro semetre solicitou uma agência da Caixa Econômica, uma unidade de atendimento do Detran, a conclusão da UPA (Unidade de Pronto Atendimento), uma ciclovia de 33km, a Vila Olímpica, com previsão de ser inaugurada até dezembro. Também, pretendem terminar as obras mais esperadas nestes 18 anos da cidade, como o asfalto da estrada da fazendinha que liga o Recanto das Emas a Samambaia via BR-060, estacionamentos, bocas- de- lobo, sinalização e quebra-molas.

A administradora Izaudete Carneiro de Souza Abrantes encontrou a cidade abandonada, com mato alto e muito lixo. Segundo ela, as principais áreas de serviço vão receber assistência. “Na segurança estamos prestes a inaugurar o 18º Batalhão de Policia do Recanto, o que vai aumentar nosso efetivo e trazer mais sensação de segurança aos moradores. Com relação ao Transporte, temos uma das frotas mais novas de todo DF, porém já oficializamos a solicitação de uma linha para região de Água Quente, região que pertence ao Recanto, e já estar em estudo a construção de dois terminais na cidade, um próximo as quadras 500 e outro, próximo das 800. Na área da saúde vamos inaugurar a UPA, o que vai ajudar no atendimento. Já na educação e cultura, somos a cidade piloto no DF a receber o projeto a "Caminho da Escola", onde o GDF vai disponibilizar cerca de 3.300 bicicletas e capacetes para os alunos irem à escola nesse meio alternativo e estamos implantando na cidade a Galeria de Arte do Recanto das Emas, a ser inaugurada na sexta, dentro das festividades de aniversário da cidade, onde teremos vernizagens e cursos ao longo  do ano”, destacou Izaudete.
História
A principal referência da cidade é o monumento das Emas, localizado na entrada do Recanto. Atualmente, o Recanto deixou de ser um simples assentamento e se transformou numa das cidades que mais crescem no Distrito Federal. O comércio local desenvolve-se rapidamente resultando a certeza do crescimento da cidade com geração de empregos e renda para os recantenses. Os diversos programas sociais desenvolvidos na cidade são de fundamental importância no processo de incentivo à economia local e no combate ao desemprego. A Região Administrativa do Recanto das Emas foi criada em 28 de julho de 1993, por meio da Lei nº 510/93, com o objetivo de atender ao Programa de Assentamento do Governo do Distrito Federal.

Saúde bucal de idosos é preocupante
 Agência UnB

Pesquisa da Universidade de Brasília constatou a precariedade da saúde bucal de idosos. Nove em cada dez dos 147 pacientes avaliados apresentaram lesões bucais, como infecções causadas por fungos e bactérias. Sete em cada dez amostrados usam dentadura. Alguns estão com a mesma prótese dentária há mais de 30 anos e em péssimas condições de higiene.
Os idosos que sofrem de osteoporose devem ficar atentos, porque precisam de mais cuidados com a higiene bucal. Eles usam um medicamento que pode ser um fator de risco para o desenvolvimento da osteonecrose bucal, doença causada pela morte de osso da mandíbula ou maxilar.
Segundo a pesquisadora Ana Luiza Rego Julio, os idosos precisam de atendimento odontológico diferenciado. “São pacientes com uma higiene inadequada e condição bucal precária. Usam dentadura em mal estado, têm língua fissurada, úlcera bucal gerada por trauma”, diz.
Para a orientadora do estudo, a professora da Faculdade de Saúde Nilce Santos de Melo, às vezes, os problemas são gerados por pura desinformação. O idoso conta que usa a mesma dentadura há 30 anos com orgulho, como se fosse um indício de bom estado de conservação. “Essas próteses precisam ser trocadas em, no máximo, cinco anos”, esclarece a professora.
O ESTUDO – A dissertação de mestrado Avaliação das condições da mucosa oral em mulheres na pós-menopausa e em homens acima dos 60 anos, defendida em fevereiro de 2009, levantou os prováveis fatores de risco que levam ao desenvolvimento da osteonecrose. A doença, causada pela morte de osso bucal, deixa a região exposta às inflamações, gerando desconforto, ardência e dor.
A doença bucal é grave, mas tem baixa incidência na população. Segundo estudo feito na Austrália, a frequência estimada em pacientes que fazem uso de bisfosfonatos de sódio, substância para tratamento de osteoporose, e foram submetidos à extração dentária está entre 0,09% e 0,34%.
Segundo a orientadora da pesquisa, a professora da Faculdade de Saúde Nilce Santos de Melo, é fundamental conhecer a situação bucal dos idosos antes do tratamento para osteoporose. “Pacientes que fazem uso prolongado dessa medicação e passam por processos cirúrgicos na boca ou usam próteses podem ter um fator de risco aumentado para desenvolver a osteonecrose”, diz.
Para ela, as políticas públicas de saúde odontológica deveriam ser ampliadas e focadas nesse público. “É uma população que toma vários medicamentos, que usa prótese e apresenta lesões. Não pode ficar desassistida”, defende.
METODOLOGIA – A pesquisa fez uma avaliação odontológica de 147 pacientes. Foram 87 mulheres e 60 homens com mais de 60 anos, atendidos pelo Programa de Prevenção e Diagnóstico da Osteoporose da Secretaria de Saúde do DF. A pesquisadora fez uma avaliação odontológica deles com exame clínico e realização de radiografia.
Para a coordenadora do Programa de Prevenção e Diagnóstico da Osteoporose no HUB, Ana Patrícia de Paula, o bisfosfonato de sódio é uma das melhores medicações para o tratamento da osteoporose. Só no DF, mais de duas mil pessoas usam a substância e não é necessário assustar a população.
“Não há uma evidência de correlação entre a doença e o medicamento. A gente não contra-indica a cirurgia odontológica nem interrompe o tratamento, mas se ele for fazer uma cirurgia, o dentista precisa saber que ele faz uso da substância”, afirma.

Reciclagem vira arte e trabalho social
O Lixo, a reciclagem e a reutilização de resíduos vêm sendo considerado para os jovens e pessoas conscientes uma questão cada vez mais urgente e importante na sociedade. Assim como o trabalho desenvolvido pela ONG Lixo Mania, do Paranoá, que reutiliza e transforma quase todos os tipos de lixo em obras de arte ou objetos para utilização diária. O objetivo é estabelecer na comunidade uma relação entre preservação do meio ambiente e a melhoria da qualidade de vida. Para isso, o projeto oferece oficinas, como forma de inclusão social, ajudando no crescimento de jovens e em sua profissionalização. O projeto já formou mais de 2.500 pessoas. 
Além de conscientizar a população sobre a preservação da natureza, o consumo consciente e a redução do desperdício, a reciclagem pode ser uma oportunidade de renda para os cidadãos. Por meio de oficinas e de ações voltadas ao tema, o projeto pretende ampliar os conhecimentos dirigidos à comunidade e buscar soluções que auxiliem, de forma simples e eficaz, no combate às drogras.
A ideia de ajudar ou de abrir os olhos dos jovens partiu de um homem que já sentiu na pele o que a droga provoca nas pessoas e o que se pode construir longe dela. O artista plástico e presidente da entidade, Edson Vaz, já foi usuário drogas, mas como queria mudar de vida, decidiu deixar o Rio de Janeiro e vir para Brasília. Em 1984, veio morar com o tio, no Paranoá.
Fora do tráfico, dez anos mais tarde, Edson percebeu a dificuldade e angústia dos pais quando viam os filhos no mundo das drogas. Então, resolveu dar palestras de incentivo e conscientizar o jovem que as drogas não levam a lugar algum. Mas não foi fácil, pois quando não se tem boas condições de vida, oportunidade de emprego e profissionalização, os jovens tendem a caminhos incertos. Com isso, resolveu criar um trabalho que pudesse gerar renda e que também passou a ser uma forma de trabalhar diretamente com os jovens envolvidos pelas drogas.
“No Brasil, o jovem da periferia não tem oportunidade de emprego, quanto mais uma atividade que gere renda para suas famílias. É preciso um trabalho bem feito dentro das escolas, pois só por meio de conscientização, poderemos desenvolver uma estrutura digna em nossa sociedade. E, quem sabe assim, diminuir a criminalidade em todo o Distrito Federal”, afirmou Edson Vaz.
ONG
A ONG Lixo Mania existe oficialmente desde 2004, afim de conseguir mais apoio do governo para auxiliar na produção reciclagem e em atividades educativas e que afastassem o jovem da criminalidade. O objetivo do trabalho é reciclar quase todos os tipos de objetos transformando-os em arte e artesanato, auxiliando na preservação da natureza. 
O projeto também favorecer a compreensão da comunidade sobre práticas e mecanismos que degradam o ambiente, além de sensibilizar a comunidade em relação à importância na mudança de hábitos como um dos fatores para a melhoria da qualidade de vida. A ONG é responsável por difundir informações importantes sobre como reciclar o lixo. 
Os materiais mais utilizados são pneus, latas, cimento, areia, garrafas de amaciante, garrafas pets, madeira, papelão e caixas de leites. Desses objetos surgem peças de artesanato, vasos, porta objetos, suporte para panela, além de diversos trabalhos em garrafas pet e objetos para utilidade doméstica. Para se ter ideia, até tinta é confeccionada durante as oficinas e produções. A comunidade também aprende como cultivar uma horta.
Trabalho social
A ONG promover a interação entre o meio rural e urbano e conscientiza a população em geral como reduzir o consumo e o desperdício, reutilizar o que puder e reciclar o que for possível.
O artista Edson Vaz tem investido seus esforços e desta forma, tem se envolvido em diversas frentes de trabalho. Ele apoia quatro casas de recuperação de dependentes químicos, projetos de assistência e reciclagem nas comunidades de Rajadinha, Itaguara, entre outros. “Optamos por arregaçar as mangas e fazer aquilo que está ao nosso alcance. A pesar disso, precisamos muito do apoio do governo, pois somente com ações sociais podemos incentivar os jovens a terem qualidade de vida. E não deixar o jovem na rua para que ele possa entrar nas drogas. Precisamos de ações dentro das escolas para que a gente possa atingir a população como um todo”, enfatizou Edson. 
Edson também recebe o apoio por parte dos comerciantes e de parceiros que estão sempre prontos ajudar. Ele ressaltou a importância destas atividades na construção da cidadania. Segundo ele, é gratificante trabalhar com essas pessoas e, principalmente, saber que daqui saem grandes artistas. “Vejo isso como uma forma de cidadania. Cerca de 2.500 pessoas já fizeram o curso e muitas já produzem, expõem, vendem e lucram”,  disse.
Mariane Fausto de Almeida mora no Núcleo Rural de Rajadinha e destaca que esse trabalho ajuda a gerar empregos para as pessoas, pois podem produzir e vender. Segundo ela, também é uma forma de incentivar o jovem. “Trabalho com meu marido há pouco mais de cinco meses neste trabalho de reciclagem e hoje fico feliz por saber que posso produzir, reciclar e transformar lixo em artesanato. Sem falar que isso atrai os jovens da comunidade para o trabalho”, ressaltou Mariane.
A novidade é que a associação da comunidade de Rajadinha está organizando um grupo de mulheres para confeccionar roupas e objetos de artesanto. Cerca de 20 mulheres poder produzir sem custo com matérias-primas, que vão desde bolsas, sacolas e bijuterias a artigos para decoração.
Para fazer sua encomenda, ligue para: 9312-5281
Por Vivianne Frota
Bancos de Leite do DF precisam de doação
O estoque dos Bancos de Leite do Distrito Federal está baixo. Com isso, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal busca reforçar a quantidade de leite materno, por meio de uma campanha de incentivo à doação. O trabalho também tem como objetivo incentivar a prática da doação de leite. “Doe leite materno e alimente a vida de muitas crianças” é o tema da campanha. 
De acordo com a Secretaria de Saúde, toda mulher que goze de boa saúde e que tenha excesso de leite pode ser uma doadora. De acordo com a Coordenação de Bancos de Leite da SES, o consumo anual de leite chega perto de 6.423 litros. O que preocupa é que, até agora, o número de doações foi 12% menor que o registrado no mesmo período, em 2010.
A campanha é uma forma de conscientizar e desenvolver um trabalho de orientação com as mães nos centros de saúde e hospitais, ressaltando que toda mulher que amamenta pode doar e que isso só vai beneficiar as crianças. De acordo com a coordenadoria, no período de férias e feriados, a doação de leite humano diminui e o consumo continua o mesmo.
A coordenadora geral dos bancos de leite do DF, Miríam Oliveira Santos, destacou que o objetivo da campanha é sensibilizar as mulheres e fazer com que a doação se torne um hábito. “É importante conscientizar a população sobre a importância deste gesto. Geralmente, o leite é destinado a bebês internados que não tem o apoio da mãe nesta hora, devido a falta de leite em seu seio ou de nutrientes ao leite materno”, explicou.
Os Bancos de Leite precisam aumentar o volume de leite coletado para suprir o consumo diário e atender mais crianças prematuras ou internadas nas Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica e Neonatal. Esses bebês não conseguem sugar o seio da mãe e por este motivo elas mães não produzem leite ou em quantidade suficiente para alimentar os filhos.
Como coletar e armazenar o leite materno
Os Bancos de Leite e os Postos de Coleta de Leite Humano têm como missão a promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno; coleta e estocagem do leite humano cru. Além destas atividades, como a seleção, classificação, processamento, controle de qualidade e distribuição do leite humano pasteurizado, visando sempre a redução da mortalidade infantil e a melhoria da qualidade de vida da população.
A coordenadora ressaltou que a mãe que não estiver condições de sair de casa, basta entrar em contato com o serviço de coleta que um militar do Corpo de Bombeiros vai até ela para recolher a doação. O DF é precursor e referência na coleta de leite humano em casa. 
Para armazenar o leite é preciso tomar alguns cuidados: utilize um frasco de vidro com tampa de plástico (como os de café solúvel ou de maionese), ferva tudo por 15 minutos, coloque uma touca ou lenço para cobrir os cabelos, lave as mãos e braços até o cotovelo com sabão e água em abundância, retire o leite quando as mamas estiverem muito cheias, antes ou depois das mamadas.
É preciso ter em mente que o modo como o leite é coletado e armazenado tem significativos efeitos sobre a sua composição. È importante colocar uma fita com a data do início da coleta e levar ao freezer ou congelador. Quando for encher, usar um copo ou uma xícara fervida para retirar o leite e, só depois, despejar sobre aquele que está refrigerado. Quando o franco estiver completo, os servidores do Banco de Leite e do Corpo Bombeiros irão até a residência da doadora para buscá-lo. As coletas domiciliares ocorrem de segunda a sexta-feira.
Amamentar representa um ato de amor que contribui sensivelmente para que a criança tenha um bom desenvolvimento e se torne um adulto também saudável. 
Caso tenha dificuldades e deseje doar leite, necessite de orientações sobre amamentação ou esteja com problemas nas mamas - no período da amamentação -, entre em contato com os bancos de leite dos hospitais ou ligue para o número 193, do Corpo de Bombeiros.

 Núcleo de Medicina Natural e Terapêuticas de Integração
. Além de especialidade como homeopatia, fitoterapia, acupuntura , na rede,  a população pode desenvolver  práticas corporais, criativas e meditativas em grupo,como  automassagem, arteterapia, lian gong, meditação, shantala e tai chi chuam. Através dessas práticas , o núcleo  adota um modelo de atenção que privilegia a atenção básica e a  promoção de saúde baseada na compreensão e acolhimento da integralidade do ser humano, em que leva em consideração o lado espiritual, ecológico, socioeconômico e etnocultural do ser humano.
Em Planaltina, o Centro de Medicina Alternativa ( CeMA), coordenado pelo médico Marcos Freire, chama atenção pelo atendimento que oferece para os usuários. Lá no CeMA  se planta, colhe e produz ansiolíticos, hipertensivos, calmantes e digestivos, anti-inflamatórios a partir de ervas medicinais. São nove medicamentos  de eficácia cientificamente comprovada: Gel de Babosa, Pomada de Confrei, Pomada de Mentrasto, Tintura de Alecrim, Tintura de Boldo,Tintura de Camomila,Tintura de Guaco, Xarope de Guaco,Tintura de Espinheira . Essa medicação é prescrita por médicos do centro., que  ainda conta com especialidades , como homeopatia de adulto e infantil e acupuntura.
  Na complementação dos tratamentos os pacientes podem optar por  terapias de grupo , como bordado, Tai Chi Chuan, ginástica, automassagem.
Para Maria das Graças Araújo, enfermeira, as práticas melhoram a qualidade de vida dos pacientes, promove a saúde, as relações, trazem o conhecimento, no caso do Tai Chi, e o auto cuidado. “ O bom é  que  se tira a idéia que a pessoa vai ao médico para ter saúde. É muito importante para o ser humano, viver num ambiente saudável e ter hábitos saudáveis”, adverte.
 O médico Aristein Woo diz que a acupuntura  é utilizada no tratamento da dor, transtornos emocionais e da ansiedade.
Para alguns funcionários e pacientes,  os desafios para manter os tratamentos da medicina natural, inclusive as práticas são muitos e vão desde a falta de reconhecimento por parte dos gestores da Secretaria, até falta de espaço físico, liberação de uma carga horária maior para realização das práticas, ampliação de recursos humanos, dificuldade de inserção no Sistema Nacional de Procedimentos, falta de financiamento para ensino e pesquisa e material didático  para divulgação.
E não é só Planaltina que oferece essas especialidades. Brasília, Guará, Taguatinga e outras cidades e em várias unidades da rede pública são oferecidos à população acupuntura , homeopatia e práticas como reike, meditação, shantala, automassagem, musicoterapia, ioga, tai chi e outros, principalmente nos hospitais como o de Base, HRAN, HRGU, HRG.
“ Gostei muito , pois fiz um tratamento com homeopatia no Hospital de Base e sempre soube que essa especialidade vê o indivíduo como um todo. Quem dera todos  tivessem a oportunidade que eu tive”, ressalta Marta dos Santos, psicóloga.
Para a médica homeopata Ozélia Evangelista , chefe interina da coordenação de homeopatia, há muita procura para a especialidade, porém  também faltam médicos.  “ Ultimamente perdemos mais de 200 horas de trabalho , por causa de aposentadorias e no último concurso ofereceram uma vaga, mas nenhum dos cinco pretendentes foi aprovado”, explica Ozélia.
Patrícia Teixeira, farmacêutica faz tratamento há três anos com homeopatia e considera a especialidade tão importante  quanto às demais e acrescenta:” Com a homeopatia a pessoa fica mais equilibrada, no sentido de aumentar a imunidade.”
Jaime Gomes Ribeiro, aposentado pede que os centros de saúde funcionem nos finais de semana. Lembra que o indivíduo não fica só doente de segunda à sexta-feira.” Todas essas especialidades poderiam funcionar 24 horas. O tratamento com as práticas são boas”, enfatiza.
Maria José de Azevedo, aposentada, 68, conhece todos os tratamentos naturais oferecidos na rede. ” Eu e meus filhos Fazemos tratamento  na homeopatia há muito tempo, com isso evitamos muitas outras doenças comparando com a situação das minhas amigas e encontramos  um equilíbrio.  Não tomo remédio nenhum. Quando estou estressado entro num grupo de ginástica no posto”, afirma Maria.