segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Perfil do corrupto

Por Frei Betto - Manifestações públicas em várias cidades exigem o fim do voto secreto no Congresso; o direito de o CNJ investigar e punir juízes; a vigência da Ficha Limpa nas eleições de 2012; e o combate à corrupção na política.
Por que há tanta corrupção no Brasil? Temos leis, sistema judiciário, polícias e mídia atenta. Prevalece, entretanto, a impunidade – a mãe dos corruptos. Você conhece um notório corrupto brasileiro? Foi processado e está na cadeia?
O corrupto não se admite como tal. Esperto, age movido pela ambição de dinheiro. Não é propriamente um ladrão. Antes, trata-se de um requintado chantagista, desses de conversa frouxa, sorriso amável, salamaleques gentis. Anzol sem isca peixe não belisca.
O corrupto não se expõe; extorque. Considera a comissão um direito; a porcentagem, pagamento por serviços; o desvio, forma de apropriar-se do que lhe pertence; o caixa dois, investimento eleitoral. Bobos aqueles que fazem tráfico de influência sem tirar proveito.
Há vários tipos de corruptos. O corrupto oficial se vale da função pública para extrair vantagens a si, à família e aos amigos. Troca a placa do carro, embarca a mulher com passagem custeada pelo erário, usa cartão de crédito debitável no orçamento do Estado, faz gastos e obriga o contribuinte a pagar. Considera natural o superfaturamento, a ausência de licitação, a concorrência com cartas marcadas.
Sua lógica é corrupta: "Se não aproveito, outro sai no lucro em meu lugar". Seu único temor é ser apanhado em flagrante. Não se envergonha de se olhar no espelho, apenas teme ver o nome estampado nos jornais e a cara na TV.
O corrupto não tem escrúpulo em dar ou receber caixas de uísque no Natal, presentes caros de fornecedores ou patrocinar férias de juízes. Afrouxam-no com agrados e, assim, ele relaxa a burocracia que retém as verbas públicas.
Há o corrupto privado. Jamais menciona quantias, tão somente insinua. É o rei da metáfora. Nunca é direto. Fala em circunlóquios, seguro de que o interlocutor sabe ler nas entrelinhas.
O corrupto "franciscano” pratica o toma lá, dá cá. Seu lema: "quem não chora, não mama". Não ostenta riquezas, não viaja ao exterior, faz-se de pobretão para melhor encobrir a maracutaia. É o primeiro a indignar-se quando o assunto é a corrupção.
O corrupto exibido gasta o que não ganha, constrói mansões, enche o pasto de bois, convencido de que puxa-saquismo é amizade e sorriso cúmplice, cegueira.
O corrupto cúmplice assiste ao vídeo da deputada embolsando propina escusa e ainda finge não acreditar no que vê. E a absolve para, mais tarde, ser também absolvido.
O corrupto previdente fica de olho na Copa do Mundo, em 2014, e nas Olimpíadas do Rio, em 2016. Sabe que os jogos Pan-americanos no Rio, em 2007, orçados em R$ 800 milhões, consumiram R$ 4 bilhões.
O corrupto não sorri, agrada; não cumprimenta, estende a mão; não elogia, incensa; não possui valores, apenas saldo bancário. De tal modo se corrompe que nem mais percebe que é um corrupto. Julga-se um negocista bem-sucedido.
Melífluo, o corrupto é cheio de dedos, encosta-se nos honestos para se lhe aproveitar a sombra, trata os subalternos com uma dureza que o faz parecer o mais íntegro dos seres humanos.
Enquanto os corruptos brasileiros não vão para a cadeia, ao menos nós, eleitores, ano que vem podemos impedi-los de serem eleitos para funções públicas.
[Frei Betto é escritor e assessor de movimentos sociais, autor do romance "Minas do Ouro” (Rocco), entre outros livros. http://www.freibetto.org - twitter:@freibetto.

CAESB REALIZA SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE CAPACITAÇÃO EM SISTEMAS CONDOMINIAIS DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO


            A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal – Caesb - promove, de hoje a 23 de novembro, o Seminário Internacional de Capacitação em Sistemas Condominiais de Esgotamento Sanitário. O evento está acontecendo na sede da empresa, em Águas Claras, das 9 às 18 horas, e tem o apoio do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento.

            O principal objetivo do seminário é mostrar a experiência acumulada pela Caesb nestes últimos vinte anos, desde que a empresa adotou o sistema condominial de esgotamento sanitário como padrão em todo o Distrito Federal. Discutir possibilidades de sua aplicação a nível internacional e identificar as demandas para sua implantação como instrumento da universalização do serviço de saneamento básico também fazem parte das oficinas oferecidas durante os três dia do evento.

            O sistema de esgoto condominial foi criado a partir de um estudo idealizado no final dos anos 70 pelo Eng. José Carlos de Melo, em conjunto com técnicos da Companhia de Água e Esgotos do Rio Grande do Norte – CAERN – e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Este estudo foi desenvolvido em busca de uma solução de saneamento não convencional, socialmente mais justa, que pudesse ser implantada indiscriminadamente em áreas regulares ou em assentamentos precários, normalmente sem arruamento e com topografia acidentada. Da incorporação de valores sociais de cidadania ao projeto de engenharia e de algumas otimizações no projeto técnico, resultou uma nova concepção de sistema: o esgoto condominial, hoje implantado em áreas nobres e populares do Distrito Federal e em outras cidades do Brasil.

Essa mudança promove uma redução de custos significativa e permite ampliar consideravelmente o percentual de população atendida, utilizando-se o mesmo volume de recursos financeiros. A participação comunitária é a base desse tipo de solução, incorporando a população na solução coletiva dos problemas locais de saneamento.

Corregedoria da Justiça analisa aumento de patrimônio de 62 juízes

A Corregedoria Nacional de Justiça, órgão ligado ao Conselho Nacional de Justiça, está fazendo um levantamento sigiloso sobre o patrimônio de 62 juízes atualmente sob investigação.
O trabalho amplia de forma significativa o alcance das investigações conduzidas pelos corregedores do CNJ, cuja atuação se tornou objeto de grande controvérsia nos últimos meses.
Associações de juízes acusaram o CNJ de abusar dos seus poderes e recorreram ao Supremo Tribunal Federal para impor limites à sua atuação. O Supremo ainda não decidiu a questão.
Folha de S. Paulo

Para CFM, exame realizado pelo MEC comprova crise no ensino médico

Mais de 20 instituições tiraram notas baixas e nenhuma das 141 avaliadas conseguiu atingir o nível máximo; Para o Conselho Federal de Medicina isso é consequência da abertura indiscriminada de novos cursos pelo país. 
A má qualidade de ensino médico no país atingiu nível preocupante, que exige adoção de medidas pela sociedade e pelas autoridades. Esse é o entendimento do plenário do Conselho Federal de Medicina (CFM) que aprovou nesta sexta-feira (18) nota na qual comenta os resultados do Conceito Preliminar de Cursos (CPC), divulgado pelo Ministério da Educação.  
Os números confirmam a fragilização do ensino médico ao mostrar que mais de 20 instituições alcançaram notas baixas (de 1 a 2) e nenhuma das 141 avaliadas conseguiu ser classificada na faixa máxima (nota 5). O CFM entende que este problema afeta, sobretudo, a população que fica a mercê da assistência oferecida por indivíduos com formação deficiente.  
“Esperamos rigor e seriedade na formação do médico brasileiro, eliminando as distorções no ensino que prejudicam toda a sociedade. Somente, assim o país poderá contar com uma assistência de qualidade tanto na rede pública, quanto privada”, conclui o documento, que será encaminhado ao Ministério da Educação.


Reivindicação


O presidente do Sindmédico,  Gutemberg Fialho, afirma que o baixo salário inicial  e o  tempo longo  para atingir o último degrau da carreira  que possibilita ganhar um salário satisfatório, desestimulam novos profissionais de ingressarem ou permanecerem nos quadros da Secretaria de Saúde. A saída para o problema é trabalhar no quadro de carreira desses profissionais. A Secretaria tem carência de dois mil médicos.
 

A chuva atrapalhou?


É a pergunta que fazem as pessoas que também não compareceram ao ato  no dia 15/11 contra a corrupção. Uns reclamaram da chuva, outros acham que o brasiliense está perdendo o tempo e  não compareceu ao ato que nas demais capitais arrebanhou muitas pessoas. Dizem que só trinta pessoas compareceram.

Nem ‘ Nem’ deu conta


Dizem que o chefe do tráfico da Rocinha reclama muito por não ter  conseguido diminuir o apetite dos policiais corruptos que ele pagava todo mês. A conta, segundo afirmam, é estratosférica.