segunda-feira, 16 de abril de 2012

Assédio Moral, sinônimo de humilhação

O assédio moral, é uma prática ilícita e muitas vezes silenciosa, geralmente traz consequências desastrosas para o vitimizado e para a sociedade. Comportamentos agressivos que visam, sobretudo a desqualificação, desmoralização profissional e a desestabilização emocional e moral dos assediados, tornando o ambiente de trabalho desagradável, insuportável e hostil em qualquer esfera são preocupantes. Para acabar e informar sobre o assédio moral, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinproep/DF) se uniram e criaram uma cartilha.  A meta é que cada segmento tome providências, denuncie e tenha uma mudança de cultura. 

A procuradora do Trabalho, da Procuradoria Regional do Trabalho da 10ª Região, Ana Cláudia Rodrigues Bandeira Monteiro, destaca que a criação da cartilha se deve à quantidade de reiteração de casos de assédio moral no DF e em Tocantins.  “Este é um assunto difícil de ser tratado, pois afeta a dignidade do profissional. A cartilha é uma forma de conscientizar o empregador e informar às pessoas que o assédio moral é um crime. E que ninguém deve se submeter a está humilhação”, lembra a procuradora.

Segundo a promotora, antigamente não existiam debates e premissas em cima deste assunto e até para identificar o assédio moral era difícil, pois sempre existiu a questão da submissão, o medo de ser demitido, pois muitas vezes não tinham como afirmar ou provar a agressão. “Por isso, queremos conscientizar, educar, esclarecer e promover a dignidade do profissional em qualquer ambiente de trabalho”.

No ambiente dos educadores também é assim, constantemente profissionais da educação são agredidos tanto fisicamente quanto verbalmente. A violência de alunos contra professores ultrapassou as fronteiras das escolas públicas da periferia e se instalou na rede privada também.

Muitas pessoas da sociedade acham que o professor é um subalterno para qual são dirigidas diversas ordens. Mas não, ele é apenas um trabalhador. “No ambiente de educares acontecem diversas situações de humilhação e muitas vezes não são denunciadas. O professor vai para a sala de aula promover cidadania, mas antes de qualquer coisa é preciso que ele tenha cidadania garantida. E acredito que a escola deve assegurar isso para o bom profissional que ele contrata”, complementa Ana Cláudia Monteiro.

Alguns professores reclamam que são tratados como mercadorias, pois em várias situações o professor está nas mãos dos alunos, dos pais e da própria instituição.

A professora Maria, como quis ser chamada, trabalhou em uma faculdade do Goiás ficou com medo de dar aula depois de ter sido ameaçada por um aluno repreendido por ela quando intimidava uma colega grávida. "Disse que ele não tinha o direito de falar assim com a menina. Depois ele começou a gritar comigo dizendo que pagava meu salário e poderia fazer o que quisesse. Jogou a carteira no chão e me xingou. Foi uma situação complicada porque, depois disso, fiquei um bom tempo com medo de acontecer alguma coisa, já que não sabia até aonde ele podia fazer alguma coisa comigo. Denunciei ele ano passado”, revela.

Quando o professor atua na escola pública muitas vezes não possui ou é limitada a autonomia plena para aprovar ou reprovar um aluno. Nas escolas particulares, em sua maioria, os problemas não diferem tanto, os donos designam a aprovação a qualquer preço, pois os pais não querem seus filhos reprovados, ainda mais que durante o ano foram feitos altos investimentos em mensalidades. Além disso, os pais ameaçam constantemente retirar os filhos da escola caso sejam reprovados.

Uma professora que não quis se identificar disse que foi agredida por um aluno logo depois de advertir o rapaz por perturbar aula. Segundo ela, depois disso, o aluno passou a agredir-la com palavras de baixo calão e enquanto ela escrevia no quadro, o aluno jogou contra ela uma lixeira atingindo sua face no lado direito, causando uma pequena lesão. “Nunca imaginei passar por uma situação dessas. Não culpo o aluno, mas acredito que isso é falta de educação e respeito, que vem de casa. Na minha época os professores eram respeitados só por serem mais velhos. Nunca tinha tido problemas com alunos”, revela a professora.

O presidente do Sinproep, Rodrigo de Paula disse que o assédio moral é uma a preocupação dos educadores das escolas particulares. Ele ressalta que a cartilha vai ser uma forma de popularizar e divulgar o assunto nas escolas e faculdades para coibir a prática. “Os professores na maioria das vezes ficam com medo de denunciar e serem demitidos. O ministério e o sindicato querem atingir 100% da categoria com esta cartilha e esclarecer sobre o problema. Com isso, conseguiremos identificar e tratar, porque muitas vezes, o professor acaba saindo da escola com problemas psicológicos. Por que é isso que está acontecendo na educação e queremos que os professores possam desempenhar seu trabalho com qualidade”, afirma.

 Fique por dentro
     Rodrigo salienta que hoje no DF, cerca de 20% da categoria já passou por alguma agressão moral, por isso a divulgação da cartilha e da importância da denúncia. “Na cartilha informamos ao profissional como proceder em casos de assédio moral e aonde denunciar. Neste caso,o professor pode ir ao Sinproep e ao Ministério Público do Trabalho no DF”, lembra.

A cartilha traz informações importantes sobre, agressão verbal, desvio de função para qual o profissional foi contratado, redução de carga horária, comentários que colocam em dúvida a capacidade do subordinado, estas e outras formas sutis que desvaloriza o trabalho e ridiculariza o profissional se encontram na cartilha “Assédio Moral, sinônimo de humilhação”. Para maiores informações sobre assédio moral a cartilha esclarece: quem pratica, principais vítimas, algumas consequências à integridade física e mental, que tipo de crime, quais os motivos, que tipos de provas servem para denunciar, como se defender, onde denunciar e até mesmo o perfil do agressor.


Entrevista – Secretário de Agricultura

Lúcio Taveira Valadão é engenheiro Agrônomo graduado pela Universidade de Brasília (UnB) e mestre em Irrigação e Drenagem pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). É extensionista rural da EMATER-DF desde 1986.  Como secretário pretende realizar uma gestão mais articulada e harmônica da secretaria com suas empresas vinculadas – Emater-DF e Ceasa. Pretende estimular maior integração dos técnicos do órgão com o meio rural, assim como fortalecer a agricultura familiar, um dos grandes focos do setor agrícola que estimulará a geração de renda no campo por meio das ações do programa de aquisição de alimentos (PAA) e do programa nacional de alimentação escolar (Panae).
O Distrito Federal tem tendência  e meios para ser rural ,apesar da especulação imobiliária ter  levado ao parcelamento de áreas rurais. Como o senhor vê essa situação?
DF é a menor unidade da federação com uma população muito grande. Maior renda do país. Somos uma região dinamizadora do Centro-Oeste. Quando Brasília foi pensada na sua estrutura, existia também a preocupação de como essa população ia ser abastecida. Foi criado uma forma de abastecimento para Brasília desde a sua produção, que previa o abastecimento.  Brasília é uma das poucas capitais do mudo que tem zona rural. Hoje temos 80% da área rural com  área de 20 hectares. Essa ocupação da área rural foi planejada, foram criados núcleos rurais, colônias agrícolas, e assentamentos. Hoje com a lei em vigor 69% do território do DF é rural pelo PDOT de 2009.
Muitas áreas rurais foram transformadas em urbanas, devido aos parcelamentos.  Não se perdeu área rural?
Essa área não foi perdida, foram parceladas  para o crescimento urbano.No ajuste que está sendo feito no PDOT, as áreas que eram rurais e que queriam que fossem urbana, voltam a ser rurais. O rural do DF é pouco conhecido. Em relação do PDOT de 2009 para cá, a zona rural até aumentou
Qual o desafio agora?
Valorizar o rural. Valorizar de tal forma que a sociedade do Distrito Federal compreenda o seu papel no desenvolvimento local.
Somos autossuficientes em hortaliças?
Na maioria somos. Hoje o mercado de hortaliças é grande. Umas a gente manda para fora.
O senhor pode citar algumas  áreas de produção?
Bacia do Rio Preto é a parte da Bacia do São Francisco,fica na região Leste do DF. Aqui está a produção de grãos. Temos a avicultura e suinocultura e tem também a horticultura. Essa área não há uma competição com a cidade. Há uma produção grande de hortaliças que vai desde Brazlândia até Planaltina. Há produção de outras culturas. Temos 253 mil hectares  com produção agropecuária, produção de grãos, de hortaliças, frutas e pastagem.
Principais ações da secretaria?
Regularizar as terras rurais por meio Programa Terra legal. É um processo longo, vai até 2014. Demanda muitas ações. Já temos 2.300 processos em andamento de regularização. O assunto exige muita atenção, porque estamos lidando com patrimônio público e um patrimônio muito valioso. E temos o programa Abastecer que visa ampliar o volume de produtos hortifrutícolas e os não-agrícolas comercializados na Ceasa; descentralizar a estrutura de comercialização da Ceasa: implantação do entreposto da CEASA em Planaltina , implantação do Programa "Direto da Ceasa", em cooperação com a Sedest e Administração da Rodoviária; implantar a Política de Redução de Desperdício de Alimentos no DF ; implantar a Política de Integração e Regulamentação dos Mercados de Orgânicos, Flores e Pescado.
Os agricultores vão pagar pelas terras?
Vão pagar. Isso não vai ser doado, vai ser vendido dentro das normas estabelecidas. O processo inicia-se na Secretaria da Agricultura, nós estamos promovendo a caravana da regularização, estamos visitando os núcleos rurais, colocando a estrutura à disposição, informando às pessoas e abrindo novos processos. O trabalho é muito grande. Queremos chegar em 2014 com a maioria regularizada.
Como está o abastecimento?
A Ceasa foi retomada. Fizemos um concurso. Temos o programa de compras governamentais. Nós estamos operando o programa de aquisição de alimentos. Nós estamos aplicando 5,2 milhões para a compra direta para doações de alimentos para entidades.  A previsão é de atendermos muitos agricultores e 154 entidades. Doaremos 1.200 toneladas de alimentos. Os recursos estão garantidos. A entidade procura o Banco de Alimentos na Ceasa, cadastra e a partir daí, ela passa a receber as hortaliças compradas diretamente do produtor.
O produtor pode dispor de linhas de crédito?
Temos o Fundo que aplicamos RS 1 milhão no financiamento da produção e esse ano vamos aplicar RS 5 milhões. Aqueles pequenos agricultores que não têm suas garantidas vão poder se avaliados pelo próprio governo para obter seus próprios financiamentos.
E aprovação da dispensa ambiental?
É um procedimento realizado com o apoio do  Ministério Público, junto com o Ibram, junto com a Secretaria de Meio Ambiente para permitir que aquelas atividades já consolidadas que não agridam o meio ambiente, possam obter seus financiamentos sem passar por todas aqueles processos de licenciamento. Quando o produtor quer construir uma estufa, quer financiar, basta o agricultor se comprometer a seguir as regras que ele vai ter a dispensa do licenciamento.  Implantamos três Casas Rurais, onde dispõem de internet no meio rural . Temos também, a Arca das Letras que são pequenas bibliotecas que vão às comunidades rurais. Hoje temos um acordo com o DER para facilitar as melhorias das estradas rurais. A Secretaria comprou cinco novas máquinas para ajudar os produtores.
Tem algum projeto de empréstimo de máquinas?
A Secretaria está comprando 13 tratores e a Emater mais 7. Vamos ter 20 máquinas com equipamentos para disponibilizar para as associações. Adquirimos 13 mil mudas para a recuperação ambiental.
Podemos dizer que o Mercado do Peixe é um sucesso?
Temos a produção de alevinos  no Ipê. O produtor pode fazer a aquisição e comprar lá uma determinada quantidade por preços mais baratos.
E a Agrobrasília?
Vai ser de 15 a 19 de maio. É o maior evento da agropecuária do DF. No ano passado movimentou RS 200 milhões em negócios. Este ano, espera-se um aumento desse valor. A secretaria está trabalhando muito, de forma dinâmica.
Considerações Finais:
Hoje, sob o comando do governador Agnelo, o sistema público da agricultura prevê que a de Secretaria da Agricultura, Emater e a Ceasa trabalhem juntas, de forma harmônica e articulada para trazer melhores  resultados para a sociedade.  Todas as demandas do meio rural, a secretaria está trabalhando junto aos órgãos do governo, por isso o governo Agnelo mudou o nome da  secretaria para a Secretaria de Agricultura, e Desenvolvimento Rural.

domingo, 15 de abril de 2012

A conta vai chegar cara

Durante entrevista concedida à TV Record, o secretário Paulo Tadeu explicou bem todas as perguntas do apresentador Henrique Chaves. Tocou num ponto muito interessante: nós temos que precisar o contexto dos diálogos  das gravações apresentadas. E o governador Agnelo precisa de auxiliares como o secretário. Nunca devemos pecar por omissão, muito menos de propósito. Brasília só tem a perder se esse movimento não acabar. " Não julgue os outros por ti mesmo".
O que vemos é uma turma que quer se dar bem de qualquer maneira. Observem os comentários da turma de antigamente em eventos deste governo. A realidade é esta: como não continuam ganhando seu quinhão, atropelam tudo, inclusive os 'amigos' que por alguma razão não fazem parte do governo.
Mas a conta vai ser apresentada a todos daqui a pouco e vem cara.
"O Governador tem que ter força e auxiliares competentes a seu lado para vencer mais essa batalha", afirma a aposentada Maria das Graças de Almeida, moradora de Taguatinga. Ela complementa que a coisa não vai parar por aí, pois os inconformados são muitos e eles não estão acostumados a fazer as coisas direito.
Nós do blog estamos analisando as notícias  e concordamos com nossa leitora.
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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Hospital Anchieta oferece atendimento gratuito

No Dia Mundial da Saúde, o Hospital Anchieta oferece atendimento gratuito à comunidade. Será dia 18 de abril, quarta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h, no hall do Pronto Socorro da instituição, localizada em Taguatinga.

Os interessados poderão realizar exames básicos de pressão arterial e glicemia, além de avaliações do nível de estresse e do risco cardíaco. Oncologistas também estarão disponíveis para orientar sobre prevenção e detecção precoce do câncer, assim como especialistas nas áreas de ortopedia, otorrinolaringologia, pediatria, urologia, fisioterapia e nutrição.

Serviço:
Feira de Saúde do Hospital Anchieta
18 de abril – quarta-feira
Das 9h às 12h, das 14h às 17h
Hall do Pronto Socorro do Hospital Anchieta
AE 8/10 Taguatinga Norte

Hospital Anchieta oferece atendimento gratuito à comunidade


No Dia Mundial da Saúde, o Hospital Anchieta oderece atendimento gratuito à comunidade. Será dia 18 de abril, quarta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h, no hall do Pronto Socorro da instituição, localizada em Taguatinga.

Os interessados poderão realizar exames básicos de pressão arterial e glicemia, além de avaliações do nível de estresse e do risco cardíaco. Oncologistas também estarão disponíveis para orientar sobre prevenção e detecção precoce do câncer, assim como especialistas nas áreas de ortopedia, otorrinolaringologia, pediatria, urologia, fisioterapia e nutrição.

Serviço:
Feira de Saúde do Hospital Anchieta
18 de abril – quarta-feira
Das 9h às 12h, das 14h às 17h
Hall do Pronto Socorro do Hospital Anchieta
AE 8/10 Taguatinga Norte
 


CNH: projeto pode alterar pontuação para motorista profissional

O senador Clésio Andrade (PMDB-MG) apresentou projeto (PLS 88/2012) para alterar a pontuação necessária para suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do motorista profissional. Atualmente, o Código Brasileiro de Trânsito não diferencia o motorista profissional do amador, ambos com limite de 20 pontos no período de um ano.
O senador Clésio Andrade, que preside a Confederação Nacional do Transporte (CNT), propõe que o limite do motorista profissional passe para 50 pontos, durante o mesmo período de 12 meses. O motorista profissional é o que possui CNH nas categorias C, D e E.
“Motoristas profissionais de ônibus, caminhão, carreta e táxi estão muito expostos a punições, o que se potencializa com as péssimas condições das rodovias. O profissional deve ter uma pontuação maior. É injusto que a pontuação seja a mesma para quem está trabalhando e quem está a passeio”, disse o senador Clésio Andrade.
Segundo pesquisa, os motoristas profissionais percorrem, em média, 350 km por dia, enquanto os motoristas de passeio rodam, em média, 50 km. No Brasil, 61% das cargas e 96% dos passageiros são de responsabilidade daquela categoria, que tem atuação caracterizada pelo uso contínuo do veículo. No senado, o projeto está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em decisão terminativa, o que significa que, caso aprovado, seguirá direto para análise da Câmara dos Deputados.

Rollemberg promoverá debate sobre saúde pública do DF e Entorno


O terceiro encontro do ciclo de debates sobre o desenvolvimento do DF e Entorno vai discutir a saúde pública. A série de discussões foi proposta pelo senador brasiliense Rodrigo Rollemberg (PSB). “São debates para pensarmos a nossa região, pois só vamos construir soluções duradouras analisando o DF e o Entorno conjuntamente”, acredita o senador.
Já foram discutidas a segurança e a educação na região. Na próxima semana, o assunto será a saúde pública. “Sem dúvida, é um dos temas que mais aflige as populações tanto do DF quanto do Entorno”, destaca Rollemberg.

Os convidados para o debate são:
- Márcio Florentino: coordenador do Núcleo de Estudos de Saúde Pública da Universidade de Brasília (UnB);
- Rafael Barbosa: secretário de Saúde do Distrito Federal;
- Antonio Faleiros Filho: secretário de Saúde de Goiás; e
- Antonio Geraldo da Silva: presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria.
O encontro, promovido pela Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR), acontece na próxima segunda-feira (16), às 11h, no Plenário 13 da Ala Alexandre Costa.