terça-feira, 22 de julho de 2014

Projeto cria carreira de assistente de advocacia para graduados não aprovados no Exame da OAB

Um projeto recém-apresentado no Senado cria a função de assistente de advocacia que seria desempenhada por graduados em Direito que são proibidos de exercer a profissão de advogado por não cumprirem o requisito de aprovação no Exame da OAB. De acordo com o PLS 232/2014, esses bachareis poderão atuar , prestando auxílio aos advogados, que ficariam responsáveis por sua supervisão, ou ainda como mediadores.

Ao justificar a proposta, o autor do projeto argumenta que os bachareis não aprovados no Exame da OAB podem ser encarregados de tarefas como levantar fatos e provas; fazer contato com clientes; organizar reuniões; e auxiliar em questões de informática e administração interna.

Segundo o autor, a profissão de assistente de advocacia inspira-se em atividades semelhantes existentes nos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra. Nos EUA, onde são conhecidos como "paralegals", esses profissionais somam quase 280 mil.

Pelo projeto, os assistentes de advocacia seriam inscritos em quadro próprio na OAB, pagando anuidade correspondente a 60% do valor devido pelos advogados. Eles também poderiam integrar sociedades de advogados e receber honorários.

Entidades representativas estimam que existam no Brasil pelo menos 2 milhões de bachareis em Direito sem carteira de advogado.
 
Fonte: Agência Senado

Ana Iaci lança CD no Clube do Choro

 
 
 
A cantora e compositora brasiliense Ana Iaci carrega no sangue o gene da música. Para começo de conversar, sua bisavó foi aluna de ninguém menos do que Heitor Villa-Lobos, aprendendo com o mestre a musicalização. Com a avó pianista e mãe cantora e violonista, deu os primeiros passos soltando a voz. Já o tio maestro se surpreendeu quando, certo dia, aos dez anos, a talentosa menina cantou para ele a canção, Qualquer coisa, de Caetano Veloso. “Não é uma música fácil para criança cantar”, lembra. Na mesma época assistiu pela primeira vez uma ópera e pronto, Iaci já sabia o que queria ser quando crescesse. A profissionalização veio com as aulas na Escola de Música de Brasília - onde ser formou em canto -, e os palcos. A experiência adquirida ao longo desses anos todos será colocada à prova com o disco Ana Iaci, com lançamento dia 29 de Julho no Clube do Choro.
O trabalho autoral, lançado com apoio do FAC (Fundo de Apoio à Cultura), é o primeiro álbum gravado pela artista e conta com 10 canções escritas em grande parte com o parceiro Felipe Vieira. Eclético, o disco é enraizado na música popular, mas traz também influências de ritmos mundiais como jazzsoul e world music.
A admiração por nomes consagrados da MPB como Ivan Lins, Djavan, Chico Buarque, Tom Jobim e divas da nossa música como Elis Regina, Joyce, Jane Duboc e Maria Bethânia, fez com que Ana Iaci se enveredasse por vários estilos e gêneros na hora de escrever e interpretar canções. É o que mostra registros como os envolventes sambas Desfiladeiro e Circular (a música é de Camila Costa)além da delicada faixa O concreto. As letras cantadas pela voz marcante da artista têm como tema a beleza da natureza, do amor e do ser humano. Destaque para o reggae, Sol e mar, cantado em duo com o parceiro Felipe Vieira.
“O disco é um convite para me conhecer, é como se as pessoas olhassem para uma paisagem e pudessem sentir o que estão vendo, é uma pergunta para os outros”, observa a artista. “Vejo esse trabalho como um teste, no sentido de saber o que o público gosta de ouvir, por isso passo por vários estilos e gêneros, é importante para mim esse feedback”, comenta.
A gravação do CD Ana Iaci contou com o acompanhamento de seis músicos bases e alguns convidados especiais. Os arranjos buscam instrumentação variadas com a utilização de violão, piano, vozes, bateria e baixo, além das participações de instrumentos de acordeon e naipe de metais.
 
Serviço:
Lançamento do disco da cantora e compositora Ana Iaci, no Clube do Choro, dia 29/7/2014, às 21 horas. R$ 20,00 (inteira).
 

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Ultrassonografia é eficaz na detecção de alterações mamárias

A ultrassonografia mamária é o primeiro exame de imagem feito em mulheres antes dos 40 anos. Este tipo de teste é utilizado para a identificação de possíveis alterações nas mamas. “O primeiro exame, de fato, é o clínico (toque), feito pelo ginecologista no consultório. Após este teste, o médico pode ou não indicar um exame de imagem, que é o ultrassom”, esclarece a especialista em mamas, Dra. Lorena Amaral, médica radiologista do laboratório Pasteur.
 
A especialista reforça que se o ginecologista não detectar nenhum sinal de alteração na mama, por meio do exame de toque, a solicitação da ultrassonografia não é obrigatória. “Entretanto, mesmo sem perceber nada no exame clínico, muitos médicos pedem a ultrassom como forma de deixar a paciente mais tranquila e segura”, ressalta.
 
Contudo, este é um tipo de exame imprescindível para pacientes diagnosticadas com lesões nas mamas. Isso porque esse método ajuda a diferenciar se o nódulo é cístico (contém líquido) ou sólido. “A ultrassonografia mamária é um exame complementar a mamografia. Ela ajuda o médico a entender melhor a imagem nodular, possibilitando identificar as características da lesão e dizer se ela é benigna ou maligna”, explica.
 
Por isso, Dra. Lorena destaca que as pacientes devem sempre levar a mamografia no dia em que forem realizar a ultrassonografia de mamas. “Ver o resultado da mamografia ajuda o médico radiologista a direcionar melhor as buscas por alterações. Sem este exame anterior, o especialista vai procurar uma agulha no palheiro”, observa.
 
A médica lembra que a ultrassonografia mamária não substitui a mamografia. “É sempre importante lembrar que a ultrassom é um exame complementar. Já a mamografia é um método consagrado de rastreamento de tumores de mamas, pois consegue detecta-los em estágios precoces”, finaliza.
 
Imagem Corporativa

Chefias de agências e outros servidores do IBGE entregam seus cargos



Chefes de agências, supervisores e coordenadores de pesquisas entregam cargos no Espírito Santo .
Também no Rio Grande do Sul, chefes de agências, coordenadores e supervisores de pesquisas entregaram seus cargos no Rio Grande do Sul. Eles querem o atendimento das reivindicações da categoria e não aceitam demissões de servidores temporários.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Comissão do Senado pede reabertura das negociações e reversão de demissões no IBGE

A ASSIBGE-SN, através da companheira Gisela Colares (DF), participou de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado, realizada dia 14 de julho. Durante a atividade, transmitida ao vivo pela TV Senado, o senador Paulo Paim (PT/RS - Presidente da Comissão) comprometeu-se a enviar solicitação formal ao Ministério do Planejamento, pedindo a reabertura das negociações com os trabalhadores do IBGE em greve, assim como a readmissão imediata dos servidores temporários.

Gisela, outros sindicalistas, representantes de movimentos populares e estudantis denunciaram a truculência que os movimentos sociais vêm sofrendo no Brasil. Na audiência também foi criticada a atitude arbitrária de efetuar prisões preventivas de supostos líderes no sábado (12/7), em função da realização de um protesto que ocorreria no dia seguinte (13/7), no Rio, o que fere a liberdade de organização e manifestação.

Fonte:ASSIBGE SN

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Sindicato diz que demissões no IBGE afrontam

A diretora executiva da Associação e Sindicato Nacional dos Servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Assibge-SN), Ana Carla Magni, denunciou terça (1º), no Rio de Janeiro, que a direção do órgão está demitindo funcionários temporários que aderiram à paralisação, o que se constitui em "afronta ao direito de greve". Os servidores do IBGE estão em greve desde 26 de maio.

Segundo expôs Ana Carla à Agência Brasil, a orientação dada pela direção do instituto às unidades estaduais, no último dia 27, em e-mail do coordenador de Recursos Humanos, Bruno Taranto Malheiros, determinava a não renovação dos contratos dos agentes de pesquisa e mapeamento (APM) que apresentem baixa assiduidade e produtividade. Para a diretora do sindicato "é óbvio que isso atinge os que estão faltando por causa do esforço grevista. São só eles que estão sendo atingidos, recebendo telegramas, e-mails, comunicados, no sentido de rescisão contratual".

Ana Carla diz que a medida tomada pela direção do órgão é grave, pois os trabalhadores temporários representam 70% da coleta em algumas unidades do instituto, e acrescenta que eles estão em uma situação limite: "Eles recebem um pouco mais do que o salário mínimo, com uma responsabilidade intensa, basicamente as mesmas atribuições que os trabalhadores efetivos, e alguns chegam a fazer trabalho de supervisão".

A diretora da Assibge-SN destaca que ao contrário do que a direção do instituto diz, os trabalhadores não estão na fase inicial da coleta. Os temporários se sentem também parte do processo de luta que objetiva uma melhoria das condições de trabalho dentro da instituição, reiterou. "Então, eles têm um direito de greve que está sendo ferido pela direção do IBGE, que acredita que eles são pessoas facilmente descartáveis, à medida que têm contrato precário e renovável". No seu entender, a medida busca intimidar esse segmento de trabalhadores.

Ana Carla ponderou que à medida em que esses trabalhadores se tornam maioria na casa, o fato de alguns passarem a se rebelar e a lutar pelos seus direitos cria um impasse dentro do instituto. "E é isso que o IBGE está tentando intimidar, de uma maneira que afronta a lei, tanto o Artigo 7º da Lei 7.783/89, chamada Lei de Greve, como o Artigo 9º da Constituição Federal, que garantem o direito de greve.

A Assibge-SN pretende denunciar a atitude da direção do IBGE em todas os meios válidos do ponto de vista jurídico, disse Ana Carla. "Não é possível que se desliguem pessoas que estão lutando por um futuro melhor". Ela não tem dúvida que a medida tem cunho político e punitivo.

Ela frisou que a greve dos servidores do IBGE é atípica, à medida em que defende o futuro da instituição. Há dez anos, os funcionários já alertavam sobre a necessidade de recomposição do pessoal para evitar um quadro convulsivo. "Passaram-se dez anos e estamos justamente nessa situação. Éramos 14 mil servidores, passamos para 8 mil e hoje somos 5.760, dos quais 4 mil estão para sair".

Ana Carla acrescentou que a saída apontada pela atual direção é "inundar o IBGE de trabalhadores sem direitos, cujos contratos são passíveis de não renovação a qualquer momento. Isso não é saída para um instituto sério, que promova a construção do sistema estatístico nacional".

Procurada pela Agência Brasil, a direção do IBGE respondeu, por meio da assessoria de imprensa, que não terão seus contratos renovados os servidores temporários que apresentaram baixa assiduidade. "Para garantir a produção [do IBGE], essas pessoas que não compareceram ao trabalho nos últimos dez dias úteis não vão ter o contrato renovado". A assessoria não soube dizer, entretanto, se todas as pessoas que não terão os contratos renovados são grevistas.

Agência Brasil

Com servidores parados, pesquisas do IBGE ficam comprometidas

 

Parados há mais de um mês, servidores do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) seguem em greve em todo país. Além dos contratados, funcionários temporários, responsáveis pelo trabalho a campo, também cruzaram os braços. Com isso, todas as pesquisas desenvolvidas pelo Instituto ficaram comprometidas. Desde ontem (2), representantes dos sindicados estaduais se concentram em Brasília (DF) para forçar uma negociação com Ministério do Planejamento. Das 11 agências no Estado, sete estão totalmente paradas. Pelo menos 80% dos funcionários em Mato Grosso do Sul aderiram à greve.

Sem os serviços desenvolvidos pelo órgão, os reflexos não tardarão a aparecer, acreditam os servidores. “Por exemplo, todas as informações utilizadas pelo Copom (Comitê de Política Monetária) são fornecidas pelo IBGE. Com esses dados, o Comitê traduz isso nos índices para definir as taxas, como a Selic. Essa paralisação influencia de maneira geral”, disse a integrante do sindicato Ana Cristina Rabelo.

O Sindicato dos Servidores do IBGE frisa que o mote da greve é o sucateamento da instituição, além das condições precárias dos trabalhadores temporários. Conforme os sindicalistas, estes servidores não são contratados não possuem nem um tipo de seguro. Estes temporários, responsáveis por pesquisas periódicas, podem permanecer por três anos no órgão. “Quando termina esse período, eles saem sem nada. Não têm direito a nada”, disse Ana Cristina.

De acordo com o presidente do sindicato, Wilson Douglas de Queiroz Blini, o órgão não tem condições de executar seu plano de trabalho por falta de orçamento e pessoal, há anos o IBGE vem contratando funcionários temporários. “Esse pessoal temporário é explorado, ganha pouco mais de um salário mínimo e executam a mesma tarefa que um servidor”, denuncia.
Conforme o sindicato, até o momento o Ministério não mostrou intenção de negociar. Em 2012, quando os servidores fizeram greve, houve acordo para o pagamento de reajuste, firmado em três parcelas. A última será paga em 2015. Por isso, a pasta diz que há um acordo vigente e não pretende sentar à mesa de negociações.

Entretanto, os servidores alegam que o salário não é a questão principal no momento e apontam a falta de pessoal como um dos grandes problemas. Os concursos feitos pelo órgão em 2010 e 2014, não preenchem, nem se quer, as vagas dos funcionários que estão se aposentando”, afirmou Ana Cristina.

O Sindicado acredita que a partir deste mês, a falta de pesquisa começará a refletir de forma mais severa.

Campo Grande News