Os problemas relacionados com a pavimentação asfáltica da cidade são constantes e todos culpam o período chuvoso,só que em muitos lugares o asfalto lembra uma colcha de retalhos pela quantidade de reparou feitos. Todo o ano é a mesma coisa: chove e os buracos aparecem.
Em entrevista ao DF Notícias, o presidente do Clube dos Engenheiros, João Carlos Pimenta afirma que é necessário fazer um planejamento a médio e curto prazos para restaurar a pavimentação. “ A Operação Tapa Buracos é imprescindível para recuperar o asfalto no período das chuvas, mas é emergencial, não tem condições de ser uma coisa duradoura, em alguma áreas é preciso fazer um trabalho mais duradouro”, explica João Carlos.
Por que alguns lugares do Distrito Federal, as obras públicas estão gastas, como o asfalto, as passarelas?
Muitos problemas se devem ao crescimento da cidade que foi feito sem planejamento em relação ao plano original da criação. Brasília deveria ter 500 mil habitantes no ano de 2000, porém nesse ano, a cidade tinha quase quatro vezes a quantidade de habitantes. Já que houve esse excesso de moradores, os problemas urbanos tendem a se agravar.
Quais problemas chamam mais atenção?
A conservação de vias, das áreas públicas, o transporte público, a ocupação irregular de áreas, a drenagem. Algo tem que ser feito logo, pois ainda não chegamos ao ponto de passarmos por alagamentos.
Aqui no Distrito Federal não fazem a recuperação de pontes, viadutos , passarelas, prédios públicos. Isso não ocorre porque a cidade é nova?
Tem que haver monitoramento e tem que haver recuperação desse conjunto que chamamos de obras de artes especiais. Inclusive o Crea- DF (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) preparou um trabalho das patologias de estruturas e apresentou ao Governo do Distrito Federal.
Grupo de Trabalho das Patologias das Construções Públicas do DF
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Distrito Federal (Crea-DF) possui Grupo de Trabalho (GT) de Patologias das Construções Públicas do Distrito Federal. O Grupo foi criado em janeiro de 2011 com a participação de representantes da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), da Universidade de Brasília (UnB) e de entidades ligadas ao Sistema Confea/Crea, com a finalidade de estudar e propor medidas que tornem a questão da monitoração e manutenção das obras públicas visível às autoridades governamentais. Durante a 487ª Sessão Plenária do Crea-DF, realizada em setembro de 2011, o referido GT apresentou ao secretário de obras do GDF, Oto Silvério Guimarães Júnior, relatório que propõe medidas para dar agilidade à solução de problemas relativos à patologia das obras públicas do DF, principalmente das chamadas Obras de Arte Especiais (OAE). De acordo com o documento apresentado, o país carece de obras de infraestrutura, para observação, monitoramento, recuperação e manutenção preventiva de obras públicas. Do ponto de vista técnico, essa situação é prejudicial à sociedade, pois, sem o devido monitoramento, construções em estado crítico representam risco iminente à população pela possível ocorrência de acidentes. Segundo o presidente do Crea-DF, engenheiro civil Flavio Correia, este ano será intensificada a articulação política junto ao GDF para que as ações previstas pelo GT sejam colocadas em prática. “Quando uma obra chega a ponto crítico, além de apresentar risco de acidentes, a recuperação é, geralmente, mais onerosa do que a manutenção e causa mais transtornos à sociedade”, disse. O presidente informou, ainda, que também está prevista a criação de um GT específico para patologias em construções privadas, com objetivo de garantir mais segurança à sociedade.
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