quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Entidades baianas se reúnem e garantem o Carnaval

 

A uma semana da abertura oficial do carnaval da Bahia, e ainda sem perspectiva de fim da greve de policiais militares, empresários, músicos, representantes de blocos e da prefeitura se reuniram hoje (8) e decidiram fazer a festa independentemente da continuidade do movimento grevista.
Os representantes que fazem parte do Conselho Municipal do Carnaval tomaram a decisão política de fazer o evento, apesar de admitirem que o impacto da greve já é grande para o carnaval e para para a cidade de Salvador. “É claro que já tem um impacto enorme. Há nove dias os donos de bares e restaurantes não vendem nada. As casas estão vazias. O comércio está praticamente fechado. Todos os anos, nesta época, a cidade já está cheia, os hotéis sempre apresentam overbooking e a gente sabe que não é isso que está acontecendo", disse Fernando Boulhosa, presidente do conselho.
Para Boulhosa, o governo tem que fazer todo esforço para que a festa ocorra sem problemas, porque, segundo ele, é dele a responsabilidade de garantir segurança pública."Agora, não podemos ficar sem fazer o carnaval. Isso seria caminhar para o caos, e quem é que vai pagar a conta disso? Os empresários que sempre investiram na cidade?", indagou.
O carnaval de Salvador gera cerca de R$ 1 bilhão em negócios. Antes mesmo da festa começar, os ensaios movimentam a cidade e atraem turistas. Este ano, contratos foram fechados com 550 patrocinadores. As maiores empresas do país e multinacionais estão presentes no evento que leva às ruas cerca de 2 milhões de pessoas. A expectativa de arrecadação da prefeitura é R$ 20 milhões em cotas de patrocínio. Nos três circuitos de rua estão distribuídos 50 camarotes. Além dos trios elétricos com as estrelas do carnaval, há 250 entidades carnavalescas prontas para o desfile.
Agência Brasil

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