Várias ações estão sendo dinamizadas pela Secretaria de Trabalho para enfrentar o problema da falta da qualificação profissional que ameaça vários cargos no Distrito Federal. Em entrevista ao DF Notícias, o titular da pasta, Glauco Rojas, explica quais projetos a Secretaria vem realizando para combatendo este problema e quais melhorias o trabalhador informal, o microempresário pode esperar para enfrentar o mercado de trabalho.
Quais as principais ações desenvolvidas pela Secretaria de Trabalho para combater a falta de qualificação profissional no DF?Brasília tem uma demanda de qualificação profissional que está acumulada há muito tempo.Nossa tarefa é resolver essa demanda e o Governo Agnelo determinou que este governo vai ter como meta a qualificação profissional. Em 2011 já abrimos duas mil vagas no Qualificopa e agora em fevereiro já temos mais duas mil vagas. Em muito pouco tempo de governo já são quatro mil vagas.
Quantas pessoas já foram formadas e em quais áreas?
Já formamos duas mil pessoas como garçons, supervisor de hospedagem, camareiro(a), web designer, promotor de vendas, vendedor, montagem e manutenção de micro. É uma ação concreta, é um comprometimento do governo com a qualificação da mão -de –obra. Muitas dessas pessoas qualificadas são mulheres com mais de 40 anos. Conseguimos inserir no mercado de trabalho cerca de 30% dos formandos. Em alguns cursos, o percentual chegou a 50%.
Esse calendário de eventos internacionais como a Copa das Confederações, a Copa do Mundo, a etapa das Olimpíadas servem como estímulo cívico para a sociedade, governo,trabalhadores e empregadores tomarem para si esse legado, que é um legado humano. A Copa vai deixar legado de concreto e aço que é o estádio, de mobilidade urbano que é muito importante para a cidade, mas nós acreditamos que esses eventos vão deixar um legado humano que é superar de uma vez por todas o gargalo da qualificação profissional.
Quais as ações que estão sendo realizadas agora em fevereiro?
Estamos com duas mil vagas abertas no Qualificopa. As inscrições vão até o dia 10 de fevereiro. Estão abertas vagas para cursos de Informática Básica, Organização de Eventos, Web Designer, Atendente de Consultório,Telemarketing, Montagem e Manutenção de micro, garçom, Supervisor de Hospedagem, Camareira e Vendedor.São 18 Agências do Trabalhador no DF.Qual a análise que o senhor faz do funcionamento delas?
Ano passado as agências atenderam o dobro de pessoas em relação a 2010, apesar que o ano passado foi um ano conturbado. Muitas agências fecharam por conta do decreto que exonerou os servidores comissionados. Mas foi um ano vitorioso. Foram atendidas 16 mil pessoas.
O Distrito Federal é um produtor de artesanato. O que está sendo feito para o setor?
Reativamos a rota do artesanato, que são feiras itinerantes que percorrem todas as cidades satélites. Moralizamos a obtenção da carteira de artesão, que muitas vezes era usada como moeda política, eleitoral. Agora cada artesão para obter sua carteira tem seus trabalhos avaliados por três técnicos. O critério hoje é mais transparente.
Onde o artesão deve ir para se habilitar?
Dentro do Conic tem a Agência que é só para atender o artesão. Lá ele se cadastra para participar das feiras, para tirar a carteira, para comercializar seu produto. Lembrando: o artesão só pode comercializar seus produtos nas feiras sem ter problemas com a fiscalização, de posse da carteira de artesão.
Tem alguma novidade para o empreendedor ?
Vamos abrir o Prospera - Programa de Microcrédito do Distrito Federal. Programa com fundo próprio que vai atender aquele pequeno empresário que não tem acesso à rede bancária. É um crédito altamente subsidiado. O trabalhador começa tomando R$ 2 mil e pode chegar a R$ 11 mil. Terá uma carência para pagar e ele paga com juros que nenhum banco no mercado oferece.
Como o senhor avalia a pesquisa sobre emprego?
A pesquisa nos deixou bastante felizes, porque o Distrito Federal chega ao menor número de desemprego dos últimos anos. Recebemos esta notícia com um indicativo de que nós estamos no caminho certo. Ainda tem muita coisa para ser realizada. Esses dados comprovam que estamos no caminho certo.
Há mais alguma ação voltada para o jovem?
O jovem e as mulheres acima de 40 anos ainda é a parte da população que encontra dificuldade para ingressar no mercado de trabalho. Nós vamos abrir o Projovem ainda nesse semestre. Serão cinco mil vagas para jovens entre 18 e 29 anos. Ao fazerem os cursos eles irão receber uniformes, alimentação, material didático, seguro de vida e uma bolsa de R$ 100 por mês.Considerações:
A cidade vive um momento histórico. É um momento muito claro: ou a gente aproveita ou perde. Este é o momento de fazer.
Outro ponto importante para o Distrito Federal foi a realização da Primeira Conferência do Trabalho Decente. Foi discutida uma pauta mundial, que a Organização Mundial do Trabalho discute todos os anos os países. São temas relacionados à precarização do trabalho, que envolve trabalho infantil, escravo e todas outras formas de trabalho precário.
Nenhum comentário:
Postar um comentário